“O nuclear precisa deixar de ser associado apenas a acidentes”, afirma presidente de entidade
Nuclear Communication 2026 será promovido pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares
Nuclear Communication 2026 será promovido pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares
O avanço da energia nuclear no Brasil, os desafios regulatórios do setor, a soberania energética e o papel estratégico da tecnologia nuclear no cenário global estarão no centro das discussões do Nuclear Communication 2026, seminário promovido pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), no dia 18 de agosto, no Fecomércio RJ, no Rio de Janeiro. O encontro busca ampliar o debate sobre energia nuclear no Brasil e aproximar a sociedade de temas considerados estratégicos para o futuro da matriz energética nacional.
Entre os participantes confirmados estão representantes da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), diplomatas, especialistas em geopolítica, cientistas, executivos do setor e jornalistas. O evento acontece em um momento considerado decisivo para o setor nuclear brasileiro, marcado pelo avanço das discussões sobre pequenos reatores modulares (SMRs), fortalecimento da segurança energética, expansão dos data centers, transição energética e debates sobre atualização do marco regulatório nuclear brasileiro.
Para o presidente da ABDAN, Celso Cunha, o Brasil vive uma janela histórica de oportunidade que ainda é pouco compreendida pela sociedade. “O Brasil não pode continuar tratando a energia nuclear apenas pelo medo dos acidentes ou pelos estigmas do passado. Hoje, o debate mundial é sobre soberania energética, descarbonização e capacidade de produção local. E o nuclear está no centro dessa discussão”, afirma.
Segundo Cunha, a demanda crescente por energia firme e limpa coloca o setor nuclear como peça-chave para sustentar o desenvolvimento econômico brasileiro nas próximas décadas. “A inteligência artificial está ampliando exponencialmente a demanda energética e dificilmente haverá capacidade de atender esse crescimento sem fontes firmes como a nuclear. O Brasil vive um momento ímpar em termos de oportunidade para o setor”, destaca.
O presidente da ABDAN também defende uma revisão profunda das políticas públicas ligadas à área nuclear, incluindo atualização do marco legal e fortalecimento institucional da ANSN. “Nosso marco regulatório é antigo e precisa acompanhar as novas tecnologias e a nova realidade energética global. Além disso, fortalecer a ANSN é fundamental para garantir segurança, previsibilidade regulatória e credibilidade internacional”, diz.
Outro tema que deve ganhar espaço nos debates é o potencial mineral brasileiro. O Brasil possui uma das maiores reservas de urânio do mundo, mas ainda explora apenas parte dessa capacidade. “É inconcebível que o Brasil tenha a sexta maior reserva de urânio do planeta e explore apenas uma fração disso. O Estado precisa atuar como regulador e abrir espaço para maior participação da iniciativa privada, sempre com segurança e responsabilidade”, completa Cunha.
Serviço | Nuclear Communication
- 18 de agosto de 2026
- 9h às 13h
- Fecomércio RJ — Rio de Janeiro (RJ)
Programação e inscrição: clique para acessar
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